3 de jan. de 2014

POETAS

























Ai almas dos poetas /Não as entende ninguém,
São almas de violeta /Que são poetas também.

Andam perdidas na vida, /Como estrelas no ar;
Sentem o vento gemer /Ouvem as rosas chorar!

Só quem embala no peito /Dores amargas secretas
É que em noites de luar /Pode entender os poetas.

E eu que arrasto amarguras /Que nunca arrastou ninguém
Tenho alma para sentir /A dos poetas também!

Florbela Espanca

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